Sábado, 21.10.17

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O Douro Vinhateiro no território do Vesúvio é mais uma extraordinária maravilha da natureza, resultado duma perfeita simbiose conjugada pela intervenção harmoniosa e artística do Homem que, ao longo dos séculos, foi desenvolvendo a fértil actividade vinícola com transformação da paisagem, criando um cenário único no País. O Douro é o simbolismo constante do querer, coragem e ambição do homem.

E é tudo isto que se visualiza nesta paisagem, já no território de Vila Nova de Foscôa, as encostas abruptas verdejantes com videiras,algumas em socalcos com paredes bem resistentes de pedra, outras, mais recentes em alas subindo montanha acima, porque a maquinaria actual o consente.
Lá em baixo, o rio Douro, o Senhor da região. A Quinta do Vesúvio escondida pelas escarpas, ao fundo, mais parece uma casa de fadas.  Aqui, além dos seus belos jardins e quintais envolventes, as vinhas continuam a dominar a paisagem. Mesmo da outra margem do rio, na Quinta da Ribeira, rasgam as várias montanha em corredores paralelos desde o cimo até à margens do rio.
Com a nossa mente extasiada, paramos constantemente para admirar-mos esse vale único, imponente e singular. Vale com caraterísticas humanas, acolhedoras, belas e destemidas. Muitos chegam a afirmar que este mundo emana uma das mais extraordinárias paisagens rurais de todo o mundo.

O Vesúvio é servido por um estação de caminhos de Ferro com o mesmo nome, onde param os comboios regionais e, em regime de excepção este ano, o famoso comboio Presidencial, que transporta os passageiros mais abastados, para poderem saborear por umas horas este verdadeiro mundo paradisíaco que é o o Douro no território do Vesúvio.

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Quinta-feira, 19.10.17

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A reafirmação da identidade do povo de Riodades

Na festa popular, que agora visualizamos no Blog em oposição ao eventos festivos citadinos com padronização de estilos de vida e hábitos de lazer, assiste-se na aldeia, ao regresso das identidades culturais do passado.
Há uma retoma da afirmação de valores e tradições face às tendências influenciadoras da televisão e indústrias culturais. Esta afirmação evidencia-se no restauro de tradições decadentes, no conhecimento da história, na preservação da religião e cultura.
O regresso às origens é um sinal evidente da necessidade de preservar as caraterísticas dum povo, num mundo que cada vez se vê mais igual, sem personalidade. 

As nossas aldeias têm uma dimensão intensa, pois são as referência, base determinante da identificação dos que por cá nasceram e de cá saíram, e mesmo daqueles que cá não tendo nascido, se orgulham através da sua arvore genealogica, dos antepassados quem lá nasceram e viveram. O Beirão gosta muito de se identificar pela sua origem aldeã, onde habitaram os seus familiares que já cá não estão; cada aldeia tem identidade própria e história.
História com as suas crenças e superstições, hábitos próprios, a sua Igreja, as festas dos seus Santos. São as variações de aldeia para aldeia nas tradições, usos e costumes, e mais outras caraterísticas endógenas, que as identificam como únicas no seu encanto. 

Aqui em Riodades sente-se uma identidade forte, caraterística adquirida ao longo de gerações, e confome podemos observar nas peças que apresento neste post, a comemoração festiva à sua Santa Padroeira, após as cerimónias religiosas, reveste-se duma invulgar alegria de toda a população a percorrer as suas ruas, ao som da Banda, cantando e dançando até se fazer muito tarde

 



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Quarta-feira, 18.10.17

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E é neste evento festivo de Riodades que observamos a sua Banda Filarmónica, tocando em pleno, por grande dedicação dos seus membros.
Visualizamos a atuação da Banda durante todo o dia Festivo, que, só com a vertente de dedicação humana conseguiu animar todo o evento Religioso, e a festividade por toda a aldeia, que se prolongou até à noitinha.

Na subida e descida do monte para a Senhora da Alegria, nada os impediu de dar o melhor de si.
Tão interessante e de louvar o exemplo destes jovens e homens, desta população humilde que, para conseguirem apresentar assim um trabalho, decerto que, nos bastidores e depois de regressarem a casa cansados do trabalho ou dos estudos, e após um rápido jantar, correm para a sede da Banda, cheios de alegria para participarem nos ensaios.

Verificamos que para uma Banda jovem, e de muitos adolescentes, possui já um repertório muito variado, dependendo do contexto do cenário em que vão tocar.
Visualizei marchas religiosas, rapsódias, hinos e mesmo aberturas específicas próprias a cada situação.

 

Sente-se que a Filarmónica tem extrema importância na formação e cultura dos seus elementos, e oberva-se bem a acessibilidade da sua escola ao povo em geral, sem distinguir classes sociais ou de estatuto económico.

 Parabéns a Riodades por possuir a Banda Filarmónica como escola de valores, instituindo cultura musical e formação de bons Cidadãos.



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Terça-feira, 17.10.17

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O Homem da Beira interior tem caraterísticas de muito humano e sensível, crente e religioso, não manifestando contudo sinais de fraqueza; tenta evitar conflitos, porém, ferido na sua vaidade, pode ser cruel.
A religiosidade apresenta o mesmo fundo humano caraterístico do Beirão. Não tem o carácter abstracto, místico ou trágico, mas tem uma forte crença no milagre e nas esperanças milagrosas.




 

Nos filmes que apresento da Procissão e veneração do Povo de Riodades Pesqueira à Nossa Senhora da Alegria, sua Padroeira, observamos nos seus habitantes, vizinhos, e conterrâneos emigrantes da Alemanha, França e Suiça,  a denotar-se um ambiente originador dum estado de alma singular, a que o Beirão denomina saudade.
Saudade, estranho sentimento de ansiedade. Neste tema, a saudade é um sentimento poético de fundo religioso e bairrista, que se contemporiza na repetição obstinada anual do sentimento deste lindo evento. Observa-se a ânsia permanente da distância, do mundo divino, ou mesmo de outras vidas. E é saudade pela aldeia que traz os seus filhos de longe como força activa, em que o espírito os alimenta das glórias passadas na comunidade, e do amor que lhe tem, porém caindo ao final do dia na nostalgia. 

Denota-se o fundo religioso cristão a ter a mesma feição humana, acolhedora e tranquila.
Aqui é também a Igreja portuguesa de Riodades, a nova, caiada e sorridente, a antiga inocente e recatada na pureza do granito -  simplesmente a casa do Senhor. Nos templos da Aldeia há um ambiente acolhedor, povoado por santos bons e humanos. São templos simples sem grandes abstracções, ou ideias a ultrapassar o sentido humano.

É realmente o nosso estilo próprio, onde o manuelino melhor se exprime face à religiosidade portuguesa




Vale apena assistir-mos a esta linda cerimónia religiosa, onde, no final e após a procissão e missa, cantamos e sentimos o Cântico do Adeus a Nossa Senhora, onde mais uma vez se mistura a emoção com a saudade.

 



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Quinta-feira, 12.10.17

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A cultura tradicional portuguesa neste nosso interior beirão está a resistir firmemente aos novos tempos, todavia com grande trabalho pela frente, para que hoje e no futuro se recordem as raízes das nossas populações.

Actuação do Rancho Folclórico do Vilar - Moimenta da Beira na tarde de 13-09-2008

Os gritos e as vozes das crianças que salteiam entusiasmados no largo do recinto das festas de Riodades, são abafados com a música e cantares de chegada ao palco dos elementos do Rancho do Vilar.
A alegria e o desejo duma boa actuação, foram as notas dominantes da pauta naquele preciso momento.
E as expectativas foram alcançadas: por uns bons 60 minutos o palco do recinto viveu verdadeiros momentos de cantares e danças verdadeiramente contagiantes.

A associação cultural do Vilar " Associação cultural rio Távora"   soube desenvolver um trabalho exemplar de pesquisa, recolha e reconstituição, na ciência da etnografia e folclore, tornando-se numa verdadeira representante da aldeia.

O  folclore na verdade abrange toda a cultura cuja fonte de origem é a popular, desde os contos, às adivinhas, lendas, passatempos, tradições, jogos e mesmos rezas.  São geralmente os mais idosos a principal fonte de todo o património desta cultura de matriz popular  

Este Rancho Folclórico supervisionado em 2008 pelo cidadão Helder, hoje fundido com a outra associação da mesma aldeia, identifica-se com boa precisão nesta área geográfica beirã rural, com influência do vale do Távora. Uma representação muito próxima da autenticidade de há umas boas dezenas de anos atràs, a cultura típica transmitida pelas várias gerações anteriores.

O Sr. Helder, foi a figura dominante deste agrupamento, conforme podemos visualizar nos filmes. Vivia intensamente para o sucesso e nível do seu Rancho, porém por força das necessidades económicas, teve de emigrar para a Suiça onde habita atualmente.

Foi um dos Homens que procurou salvar,  recuperar e divulgar o antigo património cultural, de modo a que os vindouros, se orgulhem de ser verdadeiramente portugueses e capazes de manter as suas raízes culturais inseridas na herança social que o passado legou.

 

Os valores do passado e os costumes dos nossos antecedentes são o pilar mestre da identidade de uma cultura. E há-que gostar e estimar os valores que se conhecem profundamente.



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Quarta-feira, 11.10.17

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E é a Banda Filarmónica de Riodades, São João da Pesqueira,  um verdadeiro cartão de visita da aldeia, e que, com o património de músicos jovens a actuar, constitui o orgulho da localidade, realçando evidentes  sinais de vitalidade sã.

Observei muito atentamente na tarde de 08-08-08 num dos dias festivos de Riodades, os vários pormenores do concerto que, partindo por diversas vezes de canções do cancioneiro popular,  comportou-se sempre em perfeita sintonia, harmonia e elegância.

O seu quadro de músicos, fundamentalmente jovens corresponde a uma autêntica banda predominantemente júnior. Assim vão-se preparando e motivando os jovens artistas a adquirir  hábitos musicais relacionados com a música de filarmónica geridos sob uma direcção, o maestro, a tocar em sintonia com os diversos instrumentos dos músicos, desenvolvendo assim aptidões para a musicalidade, a afinação e interpretação dos vários pormenores técnicos.

Assim sendo conclui-se, que uma banda destas, além do seu valor no entretenimento da população, funciona certamente como um excelente incentivo aos jovens na cultura musical, ocupação e trabalho de equipe, realizando-se assim estes, com as várias demonstrações musicais regulares em todo o meio envolvente à banda filarmónica, e incentivando certamente muitos outros colegas a iniciarem a aprendizagem musical. 

Estas Instituições provam, o quanto é importante o desempenho que as nossas Sociedades devem assumir no apoio e dignificação destes valores, promovendo frequententemente acontecimentos culturais com o objectivo de as valorizar cada vez mais.

Será agir para as varias comunidades nas diferentes aldeias dignificarem a sua terra demarcando a sua contemporaneidade



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António José Leitão Canotilho

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