É na aldeia de Nagoselo do Douro, São João da Pesqueira, que se realiza anualmente a romaria à Nossa Senhora de Lurdes na segunda feira de Páscoa
A ermida encontra-se a cerca de 1.5 Km da aldeia, no cimo dum monte agreste e elevado, adjacente ao Douro, com um miradouro rodeado de precipícios e paisagens infinitas.
A capela possui estrutura simples, mas do adro (miradouro) obtem-se uma imponente paisagem de relevo fortemente acidentado e um cenário paisagístico invulgar. Encostas escarpadas e agrestes sobre o curso do Douro, e, perdendo-se à distancia, montanhas repletas de socalcos de vinhedos e oliveiras
E são locais como este, no cimo de várias montanhas do Douro, que pela sua altitude e dominância, depois da Idade Média, se tornaram em espaços de culto, porque estavam mais perto do Divino, e assim as populações melhor poderiam obter um milagre ou graça através do Santo da devoção.
Assim encontramos pequenos templos no cimo das montanhas, a assegurar a protecção divina à população.
Ao acompanhar a procissão em direcção à Ermida de Nossa Senhora de Lurdes sentimos na população a religiosidade que a caracteriza: devoção, denotando-se o sentimento sagrado, a consagração do território, o sagrado a percorrer o caminho rural da aldeia, contagiando tudo à volta com a presença divina purificadora.
A procissão leva dois andores muito bem floreados e ornamentados com os Santos Padroeiros.
Denota-se a sua identidade, onde os Nagoselenses participam e afirmam o seu domínio à comunidade.
Nagoselo do Douro possui Banda Musical
Nomear Nagoselo é também referenciar a sua Banda Musical.
Bem se pode sentir orgulhosa a aldeia por ser dotada de artistas, que ao longo dos anos cultivaram a música, fundaram e mantiveram a Banda, muito conceituada e solicitada.
A Banda já com história, fundada em finais do século XIX, é dos grandes valores da aldeia, fruto da arte e vontade de muitos Nagoselenses a representar a aldeia por Portugal
Importante a sua escola de música, coordenada pelo Maestro Paulo Botelho, com nomeada na formação musical dos pupilos que por lá passam.
Valor cultural a apontar do concelho de São João da Pesqueira que enriquece os jovens na cultura musical.
Tão valiosa esta acção de brio e educação musical dos mais jovens e a sua posterior inserção na Banda.
Tão importante a aproximação destes às associações locais, nesta era em que a tecnologia media prevalece, afastando o ser humano da sua verdadeira natureza, o ser social, transpondo-o para a realidade virtual do individualismo.
Foi na aldeia de Fermentelos, concelho de Águeda, o palco onde em 31-03, apreciamos as exibições de diversos grupos corais da Bairrada
correspondendo ao seu XVII encontro.
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No interior da localidade, observamos várias placas a orientar o turista para a "Pateira".
A "Pateira", tranquila lagoa, com umas cinco centenas de hectares é rica em fauna piscícola, sobretudo a enguia e achegã.
Está rodeada por campos de cultura do arroz, e além do peixe é também abundante na caça.
O nome de "Pateira" ao Rei D. Manuel se deve, pois foi sua reserva em caça de patos, quando visitava a região.
A lagoa da Pateira é alimentada pelas águas do rio Cértima, afluente do Vouga.
Quem a visita, sente uma verdadeira área de beleza em simbiose com a serenidade de todo o ambiente natural.
Mas vamos então à Associação Cultural e Recreativa Banda Nova de Fermentelos, onde encontramos o Grupo Coral Espranjar, organizador do XVII
encontro de Coros da Bairrada, no passado dia 31-03-2012.
Apresento em vários filmes, as várias apresentações que gravei do evento.
Os coros exibidos:
- Coral Jovem da Arcel;
- Coral da Delegação de Águeda da Cruz Vermelha Portuguesa;
- Grupo Coral Caetanense;
- Grupo Coral de Oiã;
- Grupo Coral Magister;
- Orfeão da Associação Cultural de Recardães;
- Orfeão Sol do Troviscal;
- Orfeão de Águeda;
- Orfeão de Barrô;
- Orfeão de Bustos;
- Grupo Coral da Casa do Povo do Troviscal;
- Grupo Coral Espranjar (Anfitrião).
Ao presenciar-mos a tarde de actuação dos grupos corais da Bairrada, presentes no seu XVII encontro em Fermentelos, formatamos a noção que os Grupos Corais, são sem dúvida, uma apresentação de cânticos musicais, onde a arte e o envolvimento artístico de cada grupo se sente, e brilha a toda a plateia.
Grupos em perfeita harmonia e consonância, verdadeiras famílias, onde todos partilham em igualdade o êxito de cada espectáculo.
Certamente que todos estão presentes na escolha dos reportórios, e nos muitos ensaios praticados, para então conseguirem alcançar o nível de excelência bem visível.
Todos ligados, sem distancias, venerações ou idades.
Há porém, sempre
um Maestro bem determinado,
pautas,
letras de músicas e
CORO.
Grupos de várias idades, que, desinteressadamente pelo grande ânimo do brio e amadorismo, serve todo este encontro musical de vozes nas diferentes tonalidades à mais elevada dimensão.
Sem ligação a estilos ou conceitos musicais; apenas serve a paixão do canto coral, seja na vertente sacra, profana e ligeira.
Coimbra
Amália Rodrigues
Coimbra é uma lição
De sonho e tradição
O lente é uma canção
E a lua a faculdade
O livro é uma mulher
Só passa quem souber
E aprende-se a dizer saudade
Coimbra do choupal
Ainda és capital
Do amor em Portugal, ainda
Coimbra onde uma vez
Com lágrimas se fez
A história dessa Inês tão linda
Coimbra das canções
Coimbra que nos põe
Os nossos corações, à luz...
Coimbra dos doutores
Pra nós os seus cantores
A fonte dos amores és tu.
Como seria Coimbra sem o vale do Mondego?
Faltar-lhe-ia a seiva que embeleza e alimenta os jardins e espaços agrícolas envolventes, a serenidade que as pacatas águas conseguem transmitir aos conimbricenses.
Certamente que não seria a Cidade que todos conhecemos, onde as Musas do Mondego foram e são fonte de inspiração a poetas, escritores e românticos.
Não haveria o sentido de posse e conquista que muitos usaram para a habitarem ao longo dos séculos.
A Rainha de Portugal Santa Isabel, pelo seu casamento com D. Dinis,
Inês de Castro não se teria estabelecido na Quinta, apelidada de suas Lágrimas, onde a mais encantadora história de amor narrada em português não teria acontecido.
O amor dos estudantes não existiria.
O Choupal, o Penedo da Saudade, os vários cantos da Universidade antiga não saberiam o que é o sabor dum beijo às escondidas.
Coimbra, irá perdurar, para quem por lá passou, continue com o sentimento profundo da grande alma que é esta Cidade, e a possa continuar a recordar e cantar nos seus fados.
A apresentação que exponho, distribuída em quatro filmes que evidencio no presente post, corresponde à Procissão do Encontro, também conhecida por Procissão do Sr. dos Passos realizada na cidade de Águeda, tendo como palco o percurso de Assequins - Águeda e Paredes - Águeda, e ainda a Praça Conde de Águeda onde aconteceu o encontro da imagem de Nossa Senhora da Soledade com a do Senhor dos Passos. Seguiu-se depois o Sermão do Encontro, terminando com a procissão até à Igreja Matriz.

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