Sábado, 13 de Agosto de 2011

“Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis”
Bertold Brecht


O Homem só é homem no seu conceito de “intelectual lutador”, quando na projecção da sua mente, duma forma espontânea, não premeditada e inocente, vive na ambição da evolução do ser humano, duma forma justa, sem ter a retaguarda o visual, o protagonismo ou a superficialidade.

Nas nossas mentes existe uma imensidão de pensamentos e ideias que passam momentaneamente no percurso diário.
Ideias que nascem e estão na rotina do pensamento humano, basta o uso do raciocínio humano e a reflexão.

Assim sendo temos ideias sempre presentes, e tantas vezes é só aprofundá-las para encontrar uma solução.

Como referi nas duas crónicas anteriores, o nosso bem estar é desfrutar os vários momentos ao longo do dia, pois que o tempo não para, e devemos deixá-lo que leve o que lhe pertence, apenas sobrando o que só importa para continuar a viver. 
O passado? Falhamos em algo? Poderíamos ter sido mais audazes, persistentes, determinados?

Quase todos nós adjectivamos constantemente no nosso pensar: arrependimento constante do que se fez, do que falhou, do que deveria ter sido feito melhor.
Isto é viver sofrendo perseverantemente o passado.
O passado já não existe, evoluímos no dia a dia. Lamentações dos insucessos do passado quando muitos mais outros surgirão no futuro?

A nossa sociedade hoje tornou-se muito crítica, tudo reivindica, ouvindo-se persistentemente a palavra “descontentamento”.

É fácil reclamar, difícil é encontrar soluções.
Hoje, com o dito “mundo virtual”, a “fartura” , “perca do sentido de dever e patriotismo”, “o desrespeito”, deixou de haver em muitos as Ideias, pensamentos reflectidos e acção.
A indolência física e mental passou a prevalecer em muitos; acabou por ser neste perfil de sociedade uma segurança para esses “coitadinhos”: assim vivem seguros, não correm riscos de insucessos e não arriscam.

São estes os que estão certos? É este o comprometimento a assumir com a sociedade?
É bonita a resignação de ideias? Da investigação?
Da preguiça na inovação? Só reclamar?

A sociedade tem de evoluir neste contexto, ir ao encontro desta morbilidade de muitos e criar mecanismos nestes de responsabilidade, cidadania, e mudança nessas pobrezinhas mentes.
É que vivemos em Democracia e uma das bases da democracia é a “cidadania”, a “partilha”, agindo com consciência e vontade.

 

Preocupam-nos os jovens, o futuro da humanidade, onde muitos já desde lactentes idade até final dos cursos, estão institucionalizados nas creches e escolas, afastados do “ambiente familiar” com convívios apenas “com colegas em situações semelhantes”, e conclusão?
Não constroem os seus ideais e opiniões, estando sujeitos à determinação da “filosofia dos grupos” .
Será que não nos apercebemos que este método de “educação” está a abstrair e a marginalizar as mentes dos jovens?

Atenção à falta duma verdadeira formação e valores que os jovens devem adquirir. A construção defeituosa da sua personalidade, e a consequente perca critica de análise e autodeterminação, susceptibiliza-os a serem liderados por grupos, tantas vezes “anti-sociais” e radicais”.

O tema principal das notícias da actualidade é “a crise económica” e estão já a ser adoptadas as medidas de contenção para a resolução do problema, que atinge a maioria dos Portugueses, e esta questão dos jovens?
Os riscos que correm de serem liderados por grupos minoritários? (o que se está a passar na Inglaterra?)

O Estado, que deve ser representado pelos homens de bem, da cultura, de respeito e exemplos de cidadania, tem de tomar posições: repor a verdadeira e tradicional cultura nas mentes dos jovens, instituir nas sua frágeis mentes a capacidade de luta intelectual e aprazar à reprovação dos seus “líderes idiotas”.  Quebrar este grande erasmo colectivo bem visível nos jovens: a preguiça e o desinteresse.
Terrível, o ser humano, que nasce puro e imaculado, com uma mente sem “informação” e “codificação”, apenas com os “instintos natos”, é a própria sociedade que o educa e corrompe.

Terrível, o ser humano a tornar-se predador de si próprio.
Terrível, a ideia do que fazemos estar sempre certa, sermos a perfeição, é o orgulho, o subproduto da sociedade contemporânea.
Tenho um conclusão, já a possuo na mente há anos: somos mais felizes quando encaramos os medos sem superstições, quando paramos para reflectir, quando “por vezes” damos a cara para bater, ou quando somos humildes.

Mudar o País, mudar as mentes, e reafirmar trajectórias culturais, a todos pertence e a escolha é nossa
-ser-mos lutadores ou coitadinhos
-ser-mos activos persistentes e construtivos na sociedade, ou
-esperar que os dias passem depressa, para a morte rápido chegar.


Lutar, lutar com civismo e cidadania, ter objectivos e escolhas de vida, ser-se determinado.

Pensar, sonhar, estimular a mente...
No interior de cada ser Humano, há sempre um pensador com ideias positivas geniais.



publicado por valores-do-douro-sul às 15:42 | link do post | comentar

António José Leitão Canotilho

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