Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011

29/08/2011, final de férias.

Férias, pausa à labuta profissional, paragem à vida real quotidiana e importante para reflexão.

A realidade da vida, é a rotina do dia a dia, a tarefa do cidadão no seu meio, a exigência diária de responsabilidades, do trabalho, do relacionamento com os colegas e amigos, e até o cumprimento da rigidez de horários. Se muitos colocam reticências a estas palavras, a realidade é que se não fosse a rotina e responsabilidades diárias, viveríamos deprimidos por não trabalhar, tornando-se o dia uma eternidade torturante.

Dias depois de assumir o trabalho e responsabilidades do dia a dia, sentimos estabilidade mental e mais realização.

É que as tarefas da nossa especificidade e aprendizagem na rotina diária não exigem gastos supérfluos de energia mental. Parte da rotina do dia a dia está automatizada visto que os receptores do córtex cerebral, estão treinados e automatizados, o que não exige por conseguinte grande esforço intelectual.
Resumindo: adquirindo e apreendendo conhecimentos exige mais esforço mental que a prática do dia a dia.
Dando continuidade a este raciocínio, damos razão a muitos quando afirmam que se cansam mais em férias. É verdade: alterações de horários, decisões pontuais sobre o que fazer, onde passear ou encontrar um restaurante para jantar, ou seja, falta de rotina e constantes decisões pontuais, irão exigir um gasto aumentado de energia mental que a muitos causa “cansaço”.

Portanto, vou reiniciar para breve o trabalho do dia a dia, na minha casinha, com os meus funcionários de trabalho, discutir assuntos da minha profissão com os quais estou à vontade, ou seja entrar na rotina e a poupar débito mental desgastante.

 

Para me ambientar ao trabalho nada melhor que ter efectuado ontem um Serviço de Urgência extraordinário para não haver ruptura pontual numa Unidade de Saúde no concelho vizinho, Penedono. Tive por parte dos funcionários uma receptividade e altruísmo dignos de registar, aliás pessoas já bem conhecidas do meu ambiente profissional. E tal é importante, pois que nós, seres sociáveis que somos, sentimos prazer trabalhando em grupo, e é agradável quando sentimos no próximo uma ambientação e receptividade.
É que assim o gesto altruísta acaba por ser recíproco, não pede contrapartida, cultiva-se o bem pelo simples prazer de o fazer, e numa próxima oportunidade, estamos prontos para dar e receber segundo este espírito.

É este o espírito filosófico que perdura em muitas das mentes do nosso agrupamento de Centros de Saúde. Que bom.

 

Todavia lá fora na sociedade, muitos outros vivem na quebra persistente da rotina, constantemente com tentativas de inovações infundamentadas, desejo obsessivo de fazerem prevalecer as suas teorias autistas e consequentemente a causarem um desgastaste intensivo ao cortex cerebral. É o caso da crescente degradação de muitos líderes políticos, que, tornando-se em verdadeiras forças de conquista ao poder, se empobrecem na sabedoria ideológica e de valores.
Assim, sentimos e ouvimos que a discussão pública se sucede frequentemente com ofensas, difamações e argumentações a denegrir o próximo. Tais alegações a querer prevalecer pela imposição da gritaria e ira dalguns, os tais protagonistas, em que a dignidade e a razão, são trocadas por um vazio de propostas deprimentes sem conteúdo.

É pena; o que estamos a ver?
Divergências incontornáveis, penalização da classe média, desemprego e um País em depressão.
Que irresponsabilidade o autismo obsessivo, orgulho e vaidade dalguns.

 

Onde estão os bons homens e boas mulheres? Tão distantes e afastados…

Impera e prevalece a ambição desmedida, a ausência de valores civilizacionais e o respeito.

A democracia e os ideais estão a ser substituídos pela imoralidade, corrupção e amigos de ocasião, razão do descrédito a alguns políticos.

 

O persistente desgaste à população trabalhadora está a causar fracturas graves na sociedade, abordagens afastadas do debate público, face às constantes notícias no dia a dia sobre escândalos, assaltos, guerras e depressão da economia Mundial.

O que estamos a ver aqui no nosso interior?
Ondas de emigração consequência de todo este mal-estar sócio-político, pois não há respostas adequadas. Perdemos os bons trabalhadores, no nosso interior Beirão, as aldeias na maioria só tem idosos, e dentro de uma a duas décadas, o que será do Interior, como estará Portugal.

Resta-nos retroceder, olhar-mos para a História e valores civilizacionais adquiridos ao longo de milhares de anos, e aproximarmo-nos destas regras, com as conquista positivas alcançadas no último Século. 


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publicado por valores-do-douro-sul às 18:52 | link do post | comentar

António José Leitão Canotilho

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