Sábado, 17 de Setembro de 2011

Um blog pode definir a personalidade do autor, os seus gostos, a alma, os sentimentos, a forma de estar, as ambições... o seu mundo.
Assim sendo, um blog pode ser a manifestação das tendências e cultura do seu autor, das sensibilidades e sentido da vida, do estado emocional à visão do seu mundo.

Estando ligado ao comportamento bio-psico-social do ser humano, presumo que no contexto referido estarei em condições duma autocrítica sobre a sensibilidade do autor do presente Blog:
- amante da primeira revolução industrial, muito retratada em filmes com cenários do comboio a vapor
- um seduzido em aproveitar a tecnologia informática, não só para o ambiente profissional aqui não divulgado, mas para apresentações em cenários de filme ou fotografia de valores culturais que sensibilizam, e dirigidos ao mundo dos internautas.

- afectuoso e defensor dos valores da vida, da sociedade, da ética e do moral.
- um critico severo às leviandades do ser humano, mais propriamente àqueles, que usando as influencias e o poder em seu benefício, rejeitam a partilha e sensibilidade do próximo, a sensibilidade e cultura humana, e ao cair no abismo da omnipotência e autismo, prejudicam severamente, pessoas, cultura e dinâminas institucionais.

- um carinho especial pelas tradições, cultura popular, e grupos recreativos da sociedade portuguesa, mais propriamente beirã.
- um fascinado pela vitalidade da natureza, a sua flora e fauna, os contrastes coloridos observados em diferentes estações do ano, mas sobretudo uma exacerbada paixão de todos os espaços sob a influência do Douro.
- um dependente e altamente sensível aos amigos íntimos, poucos, a contarem-se pelos dedos, mas que influem no comportamento do dia a dia.
- Mas, escondido na personalidade e nestes trabalhos, a admiração à grande obra de Deus: a alma feminina

 

A obra-prima de Deus - a alma feminina

Sentimos hoje uma profunda modificação de comportamentos e estilos de vida do ser feminino. Mas foi fundamentalmente por um atributo a grande conquista: independência.

Porquê uma transformação tão grande do seu perfil na sociedade, sentida sobretudo a partir da década de 60 do século passado em Portugal? Concretamente conhecemos alguns factores determinantes que assentaram definitivamente esta realidade:
a revolução da pílula e a luta pela equidade dos direitos da mulher.
Foi assim que passou a ser independente, determinada, dando a prevalecer na comunidade a sua opinião, e algumas vezes um poder dominante sobre o homem, que é visível na conquista de cargos executivos ou lugares de mérito na sociedade.

Mas...     será que a sensibilidade profunda feminina corresponde mesmo a este espírito de luta audaz  e de interferência sobre determinações importantes da sociedade, ou... será o contrario?
Ou então...   é-o mesmo, mas para quem?

Como é que muitos de nós homens, lidando profissionalmente com a mulher na rotina do dia a dia sentimos a dinâmica da sua alma imensa?
Terna e delicada, cuidadora do seu corpo e aparência, toque de pintura na face e perfume vistoso, fantasias de colares ou anéis a requintar, roupas vistosas, sempre... a fazer prevalecer a feminilidade.

É encantador sentir na mulher a virtude em se cuidar com requinte e adornos muito a condizer.
Todavia, o que mais sensibiliza na mulher é a leveza que emana, a criar um à-vontade contagiante quando se depara com ambiente favorável.
A receptividade ao próximo é um outro atributo que perdura na sua mente: verdadeiras psicólogas naturais, com um à vontade tal, que, ao abrir a alma clara e atenciosa ao próximo, transmite uma espontaneidade natural, a criar momentos ímpares na partilha de palavras.
Uma outra característica que a demarca é força psicológica interna que a bem formou a enfrentar os diferentes cenários da dor, desde a física à psicológica.
Tantas vezes que sentimos a airosidade solta feminina a chorar despercebidamente ao sofrimento, mas de imediato a erguer-se da forma mais elegante e continuar com a pureza do instinto.

É assim que sinto a mulher, percepção negada pelos insensíveis e desatentos, porque na sociedade em geral, parte das vezes, não pode assumir a nata ternura espontânea e sensível.
É a sua defesa natural pela força da independência que patenteia.
É que esta, fora do seu habitat, mercê da fragilidade física feminina, sente-se frágil, chorando sem exprimir o porquê do sofrer, apresentando-se reservada, pois sente-se insegura ao ser delicada, porque tem medo de não ser respeitada. Por defesa fecha-se e esconde momentaneamente a delicadeza, para que a sociedade acredite nela, embora lá no íntimo, se sinta fraca e sensível.

O compromisso do casamento e da procriação, não obstam à mulher moderna a sua independência.
O que determina a sua autonomia é a capacidade na escolha e planeamento das decisões. É esta conquista que a torna mais feminina evitando a negação dolorosa.
Se antigamente se sentia oprimida por maus tratos ou falta de poder de decisão consequência de determinações culturais, hoje têm condições de não se impedir em concretizar todos as intuições e talentos que  a caracterizam e a podem demarcar.

 



publicado por valores-do-douro-sul às 09:44 | link do post | comentar

António José Leitão Canotilho

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