Quinta-feira, 02.06.11

Passear pela marginal Douro da Régua ao Pinhão, acompanhando o percurso de um dos barcos turístico é uma boa sugestão para visualizar a simbiose encantadora entre o enorme rio que vai desaguar na cidade do Porto, os montes e vales do Douro e o meio de transporte turístico, que de certeza delicia as almas que vão apreciando as infinitas paisagens que surgem a cada instante.

As belas encostas em socalcos do vale do Douro, onde se visualizam os vinhedos e laranjais, começam perto de Barqueiros, prolongando-se até Barca d’Alva e oferecem uma das mais expetaculares paisagens, fruto da natureza e intervenção do homem.

 

No filme que apresento surge um barco a aportar no cais da Régua. Imediatamente se acercam mulheres da terra com cereja e rebuçados da Régua para vender, ciganos a vender chapéus em consequência do sol quente já presente no mês de Maio. É uma confusão quando se cruzam passageiros com destino à Régua e outros que iniciam viagem mais para o interior, para a zona do Pinhão ou então, até Barca d’Alva.

 

 

Saio no meu automóvel, em direcção ao Pinhão pela Estrada nacional sempre ribeirinha ao Douro, acompanhando o pachorrento barco turístico, procurando pontos de cenários destacáveis para as filmagens.

Lá vai ficando a Régua para trás com as suas três pontes altaneiras. Momento interessante, este, o passar junto aos pilares fortes e altos destas três obras de engenharia.

A cidade e o movimento do cais na Régua expontâneamente desaparece.

De imediato surge a verdadeita paisagem Douriese com a Natureza a proliferar com os seus montes e vinhedos a destacarem-e até ao Pinhão.

 

Um passeio com duração de pouco mais de uma hora; é sempre possível vizualizar as várias manobras de subida do barco na barragem da Régua.

É vencido o desnível de 27 metros através de um elevador de 12 metros de largura e 90 de comprimento, onde os barco entram;  uma comporta é depois encerrada entrando a água e elevando a embarcação que está amarrada a uns ganchos que vão subindo de acordo com o nível de água. Vinte minutos até que todo este trabalho se realize. Vê-se sobretudo aos fins de semana muita gente a observar esta subida pela ponte da barragem e a apreciar todo o cenário.

 

 

A viagem prossegue rio acima, com a visão do vale em constantes espetáculos diferentes à medida que prossigo para o Pinhão.

À nossa esquerda lá vai o barco ganhando velocidade, deixando um rasto ondulante para ambas as margens.

Chego ao cais da Folgosa, antecipando-me à passagem do barco e à procura do melhor cenário para captar as imagens de video.
Na esplanada envolvente do restaurant DOC, há estrangeiros a saborear uma refeição; algumas pessoas, provavelmente turistas conversam junto ao varandim mesmo por cima do rio.
Em volta deste edifício do restaurante DOC sobre o Douro, vizualiza-se um inimaginável cenário do vale: encostas de vinhas com os seus característicos socalcos, uma diversidade de quintas, o grandioso rio a espelhar reflexos fieis das margens. Do outro lado da margem, Covelinhas, uma aldeia no sopé da montanha, que só a passagem do comboio lhe faz reparo.

Lá mais para montante, observo a Quinta de Santo António, já no concelho de Tabuaço, no alto de Santo António da freguesia de Adorigo, muito priveligiada em estar de face virada para o rio.

À beira da estrada visualizam-se tabuletas com as indicações “vende-se vinho” e “vende-se azeite biológico””, num chamariz sedutor à compra.

 

O Pinhão, está logo mais à frente. Sente-se também ali uma certa magia, não estivéssemos nós no epicentro da mais antiga região demarcada do mundo e, Património Mundial pela UNESCO.

Até lá, o meu automóvel leva-me aínda por um serpentear das curvas que , após uma incansável e sedutora paisagem, me apresenta uma ponte em estrutura metálica, da autoria de Eiffel, a facultar a travessia Douro para a sua margem direita, já então na freguesia do Pinhão.

Aqui, observo logo à entrada, e na estação de caminhos de ferro, uma das mais lindas de Portugal, e onde ninguém fica insensível perante a beleza e a descrição dos seus 24 painéis de azulejos, qa retratar o quotidiano da cultura do vinho.

Aqui durante o Verão a vitalidade é imensa. É o comboio, são os barcos repletos de turistas, é a passagem de Tràs-os-Montes para a Beira Alta, enfim, um ponto de paragem a centenas de pessoas que passam e param diàriamente. 

Aqueles que preferirem partir de encontro à degustação de sabores de vinhos do Douro, apenas precisam de caminhar um pouco para chegar ao Vintage House Hotel, ou então a um espaço comercial no interior da Estação de Caminhos de Ferro.

E foram cerca de 25 Km de carro, de comboio, ou de barco, a separar o Pinhão da Régua.

A concluir que, embora no filme de hoje que apresento, tenho como cenário “o barco a percorrer o Douro”, qualquer que seja o transporte: automóvel, comboio ou barco, os cenários de imagens explêndidas são semelhantes, repetem-se e multiplica-se com as pacíficas águas do Douro a marcar a paz do nosso passeio e bem estar.

 



publicado por valores-do-douro-sul às 12:15 | link do post | comentar

António José Leitão Canotilho

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