Terça-feira, 18.09.12

Por toda a circunscrição da aldeia sente-se um ambiente mágico, paisagens que entram na alma para não mais serem esquecidas.

Quem se delicia com as paisagens do Douro em Covelinhas decerto que as divulga, ou lá leva os seus amigo.

 

É a tranquilidade das águas do Douro onde a albufeira atinge maior largura, com margens profundas e recortadas, e socalcos até ao cume dos montes.

 

Aldeia na margem direita do rio Douro, concelho da Régua com paisagens naturais deslumbrantes, onde quase todo o pedaço de terra está plantado de vinhedos.

Em muitos pontos da aldeia encontramos miradouros com belas vistas sobre as colinas do Douro.
Preserva uma bonita Igreja Matriz, onde é venerada a Senhora da Saudade, a Capela da Boa Passagem, a Estação dos caminhos de Ferro e algumas casas senhoriais.


A aldeia num vale tão ajustado em xistos, é pacata, com ar mediterrânico a propiciar o ambiente notável, em espaço único, rodeado por silêncio convidativo e sedutor.
Conclui-se que a aldeia para o visitante se torna num valor sentimental, com necessidade mais tarde em lá voltar, e sentir a mesma magia de sensações face ao ambiente propiciado.



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Terça-feira, 09.06.09




O Alto Douro Vinhateiro e o Comboio a Vapor
Recordo com imensa saudade nos meus tempos de infância, quando vivi em Águeda, o velho comboio a vapor da linha do Vouga, efectuando o longo percurso acidental nas margens do Rio Vouga entre Aveiro e Viseu. Um comboio negro identificado ao longe pelo imenso fumo que deitava pela chaminé, apitando ao ritmo de pouca terra, pouca terra.

Uma poderosa máquina a funcionar a carvão e água, cujo formato exterior caracterizava a sua enorme caldeia em formato de tambor de forma cilíndrica. No seu interior uma série de válvulas e tubos faziam circular o vapor de água quente que era posteriormente canalizado por um sistema de êmbolos e pistões para uma biela ligada às rodas.

E era a grande pressão do vapor de água que com muita força movimentava a biela e consequentemente colocava o comboio em movimento.
Para as acelerações e desacelarações o maquinista possuia uma série de válvulas que, controlando a pressão do vapor de água assim aumentava ou diminuia a velocidade.
Para o mantimento da pressão elevada do vapor de água quente o fogueiro alimentava a fornalha constantemente manualmente com pás e mais pás de carvão. E assim saía uma quantidade imensa de fumo e vapor de água pela chaminé da locomotiva a caracterizar o "comboio da vapor".

 

Mas o meu trabalho de hoje não é referente à saudosa linha do Vouga visto que foi desmantelada há pouco mais duma dezena de anos por incúria de muitos, pois que, além da função social que ocupava, o seu trajecto revestia-se duma beleza paisagística invejável, com o seu maior troço ao longo do Rio Vouga. 

O meu trabalho de hoje em que incluo a locomotiva a vapor A 187 a percorrer o Douro Vinhateiro, é um pouco diferente locomotiva VV 22 do vouga, pois esta última era bem menos poderosa e de bitola pequena.



Esta Locomotiva fabricada em Berlin no ano de 1923 atinge uma velocidade média de 35 Km/ hora; recuperada para fins turísticos, consome uma tonelada e meia de carvão por cada 2 horas de funcionamento; são puxadas carruagens de 1907 e 1993, oferecendo a quem visualiza o seu percurso pela linha um real cenário do início do século XX

Este trabalho que apresento corresponde ao trajecto do comboio entre a Régua e o Pinhão. Em velocidade acelerada no meu automóvel procurei constantemente ultrapassar o comboio pela margem esquerda do Douro, cuja rodovia segue paralelamente à via férrea na outra margem filmando os melhores cenários do trajecto da locomotiva após sucessivas paragens estratégicas.
Sábado, dia 06 de Junho de 2009, cheguei à Regua às 14.30.
Já na Ponte antiga de Lamego-Régua observava ao longe na gare do Peso da Régua um imenso fumo que subia na vertical e se dissipava logo por toda a área envolvente da estação de caminhos de ferro. Sem dúvida que correspondia ao fumo do carvão e vapor de água que brotava da grande fornalha da locomotiva A 187.

Entrei na Estação; tinha acabado de chegar um comboio a diesel proveniente do Poçinho; numa outra plataforma a atracção era outra; várias dezenas de pessoas, com máquinas fotográficas e câmaras de filmar concentravam-se à volta da Locomotiva a vapor A 187 emanando para todo o ambiente envolvente uma poluição de fumo, que quando a ventania se desviava para o nosso lado, quase que nos abafava.

Os turistas e viajantes depois de apreciarem as velhas carruagens muito bem conservadas, e observarem o grupo de músicos locais a tocar música regional ao longa da plataforma, iam entrando à medida que a hora da partida se aproximava.
O Chefe da estação fez soar o apito; à hora precisa a locomotiva secular sai para a aventura da viagem até ao Poçinho, voltando por volta das 18. 30.

Saio da estação e já no meu automóvel atravesso a ponte. Na outra margem avisto o comboio a chegar à Barragem da Régua, que se encontra também numa azáfama grande: a abertura e fecho constante das suas comportas naquele dia a permitir aos barcos turísticos que vençam o desnível das águas.
Mas paro mais à frente junto a um pequeno túnel para filmar toda a beleza envolvente e o comboio a penetrar por terra a dentro.
Acelero até uns quilómetros mais à frente, ultrapasso o comboio que vagarosamente faz o seu percurso, e sedio-me na bonita aldeia de Folgosa do Douro apontando a minha câmara Sony EX, para a outra margem do rio onde fica localizada a aldeia de Covelinhas e por onde o trem passa logo de seguida.
Ao longo da margem, o comboio serpenteia o rio, e de quando em quando emana grandes quantidades de fumo, vai apitando com aquele som agudo que ecoa ao longo do grande vale do rio e chega ao Pinhão.
Consegui antecipar-me e chegar à plataforma da linda Estação do Pinhão minutos antes da composição chegar.
Eis que a imponente máquina dominado todo o cenário envolvente se aproxima e pàra na estação.
Mesmo ao lado dum volumoso tanque metálico de água e por baixo duma gigante torneira de ferro a máquina abastece-se de uma boas centenas de litros de água. Os três maquinistas que dominam a máquina saiem e depressa se apressam a lubrificar a peças e pistões do exterior da máquina; um trabalho importante para manter a máquina em estabilidade.
Os turistas e viajantes saiem um pouco para admirar a beleza da estação do Pinhão recheada de azulejos alusivos ao Douro e Vindimas.
A viagem continua até ao Tua.
Este passeio turístico aos Sábados durante os meses de Verão com toda a animosidade de grupos folclóricos locais a rvitalizar o circuito é mesmo para aproveitar enquanto tiver-mos o privilégio de usufrir o "Comboio histórico a vapor" O Alto Douro Vinhateiro corresponde à zona mais expressiva, mais bem tratada e conservada da região Demarcada do Douro. Alto Douro Vinhateiro está associado a vinho de qualidade excepcional e de elevada rentabilidade económica.   

 

A profunda e intensa beleza que observamos em todo este território é sem dúvida o resultado duma interacção entre o homem e a natureza ao longo dos últimos séculos.
Uma paisagem que o homem lentamente foi moldando, e tal por que o solo e temperaturas locais possuiam as condições propícias para a produção de vinho de alta qualidade, com grandes capacidades de exportação. Então foram criadas e aperfeiçoadas técnicas de aproveitamento de todo o espaço de cultivo através da construção de patamares, socalcos e muros xistosos.
Toda esta adaptação dos terrenos que o homem realizou, criou e moldou uma tal paisagem fascinante e invulgar que foi reconhecido mundialmente, passando a ser considerado pela Unesco Património Mundial da Humanidade.
É assim o cenário envolvente do Douro vinhateiro com a fenomenal paisagem natural e modificada pelo homem com imensas vinhas ao longo das íngremes encostas dos vales do Douro são prova da grande dedicação, brio e trabalho do homem, desde que cultiva a vinha.
Montanhas xistosas escassas em água, mas de clima mediterrânico onde o homem optimizou todos os recursos ambienciais. Vê-se além da dominância dos vinhedos, a cultura da oliveira e amendoeira. Também a proliferação de laranjeiras, nespereiras e cerejeiras é visível.
Todas estas características consequentes às condições climatéricas, ao factor humano e condições históricas, identificam a grande identidade cultural das populações Dourienses essencialmente centralizada na cultura da vinha altamente enraízada na história local.
A cultura e tratamento da vinha exige constantemente o intercâmbio de populações vizinhas. É por tal que culturalmente toda a região é heterogénea, constituida pelo seu povo e as correntes migratórias sobretudo de beirões, transmontanos e portistas para o trabalho.




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António José Leitão Canotilho

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