Quinta-feira, 03.01.13

Agosto nas nossas aldeias beirãs, significa calor, férias e festas. 
Os estudantes vêem-se livres do período de aulas.
Muitos outros, que trabalham o ano inteiro, têem finalmente a gratificação de repousar do cansaço acumulado durante o tempo laboral e alterar a actividade pervertida estabelecida pela profissão.
É que as Festas de Verão são indissociáveis desta época do ano.

 

As freguesias enfeitam as ruas com fitas floreadas e coloridas, outras que têm mais posses usam arcos luminosos convidando residentes e vizinhos a ali permanecer e conviver, aproveitando as horas em que o movimento de pessoas conhecidas, divertimentos e animação são constante.

Os emigrantes que regressam à sua aldeia vêem cheios de saudades pelo convívio e "pôr" a conversa em dia sobre a terra, a sociedade e os progressos.  
E, um dos pontos marcantes da sua vinda: participar na festa da aldeia, rotina anual, a constituir sempre o período mais sublime do ano
 

Cafés e lojas apresentam as vitrinas e janelas enfeitados com cartazes a propagandear o que cada localidade propõe durante os dois, três ou sete dias de festa.

São as verdadeiras festas do povo, com todos, e entre os diversos conterrâneos da aldeia. 
Todos saiem de casa, mesmo os mais reservados, até aqueles que durante o ano não frequentam os cafés, lá os encontramos em convívio e descontracção com amigos e familiares.  
 

Em muitas das aldeias do trajecto da ciclovia do Dão decorrem várias festas de Verão ao longo de Agosto.
Esta azáfama de festas e programas de espectáculo, preocupam as várias comissões de festas das aldeias que se esforçaram durante o ano inteiro para manter a tradição.
Cada comunidade faz sempre o seu programa com êxito, de acordo com os dinheiros adquiridos por esforço, sempre com risco de prejuizo para os mordomos.

Em Farminhão na Festividade em honra de Santa Eufêmea, a comissão de festas procurou divertir as pessoas, exibindo o Ranho folclórico da Associação de Moure da Madalena, e o Grupo de Cantares de Farminhão que divulgo no presente post.

Ao longo do periodo festivo houve diversas actividades, desde o bar improvisado no recinto de festas, à salva de foguetes, à actuação de conjuntos musicais durante a noite.

Tudo devidamente organizado e pensado ao pormenor para que o divertimento tivesse sido muito bom, e o trabalho dos mordomos fosse reconhecido.
Homens que procuram ser os melhores de ano para ano e acima de tudo, que, feitas as contas, não tenham prejuízos. 

As Festas do ano da aldeia de Farminhão apresentaram o cartaz com os grupos regionais já nomeados, o que é bom, pois promovem o que de bom há em cultura musical da aldeia e territórios vizinhos.

Muito agradável e boa a apresentação do Grupo de Cantares de Farminhão, que merece ser divulgado, afirmado e renomeado, para ser uma associação de referência no divertimento cultural, acessível nestes nossos lugares do interior, onde até as próprias festas populares estão em risco de extinção.

As músicas que mais se aplaude nestes dias, são as danças e cantares populares, tão agradáveis para a população se desinibir, participando euforicamente em bailes populares.

 

A apresentação de cânticos como o "Hino de Farminhão" e "Amor de Estudante"  sensibilizaram os mais comovidos e os intrínsecas de Farminhão.

Temas como “O Padre nosso” “Passarinhos a bailar” dirigido a todos, animaram vivamente no final o recinto com um baile improvisado.

Ao final da tarde chegou o cansaço de tanto bailaricarem, e então surgiram outros compassos musicais dirigidos aos mais jovens com modernas bandas musicais.

 




publicado por valores-do-douro-sul às 21:22 | link do post | comentar

Terça-feira, 01.01.13

Animar as nossas aldeias e reencontro de amigos são as principais ambições das nossas populações para os calorosos Verões. 



Verões começando com o São João em Junho,  e terminando em finais de Setembro com as vindimas, sendo para nós beirões “os melhores do País”.

 

Altura que melhor proporciona aos conterrâneos e visitantes das nossas aldeias, as férias de Verão estimulantes e reparadoras.
 


Encontramos ao longo de todo este período, uma série de iniciativas, desde as festas dos Santos Padroeiros nas várias aldeias, à música, gastronomia e artesanato, não esquecendo a visita ao extenso e rico património histórico e paisagístico presente.


Nas férias de verão, as aldeias ganham vida, alegria, cor, som e muita animação.

Jovens e adultos confraternizam e vivem momentos inesquecíveis que constituem as memórias das férias.

 

As Comissões de Festas das localidades empenham-se em proporcionar momentos únicos e inesquecíveis. 

Organizam programas diversos ao agrado do pequenos e graúdos.

Bailes animados por conjuntos musicais, espectáculos de pirotecnia, bandas de música a percorrer a aldeia inteira, obviamente são momentos muito aguardados.

A procissão com os andores e músicos, constituem sempre o apogeu das festas.

 

A apresentação do Grupo Folclórico, Associação de Moure da Madalena foi exibida no passado Verão nas festas de Farminhão, freguesia situada na parte sul do concelho de Viseu, confrontando-se com vizinho de concelho de Tondela.
Farminhão, que em finais do século XIX foi contemplada com a passagem do ramal estreito da linha férrea do Dão, a ligar a linha da Beira Alta a partir de Santa Comba Dão, a Viseu.

Concerteza que o caminho de ferro ajudou ao crescimento da aldeia e a consequente transformação cultural e social, resultante da quebra do isolamento.
Hoje para muitos de nós, visitantes, Farminhão volta a ser muito conversado e percorrido, visto que faz parte do trajecto do roteiro dos passeios de bicicleta entre Viseu e Santa Comba, pela adaptação da antiga linha do comboio à moderna “ciclovia do Dão”

O agradável Grupo Folclórico - Associação de Moure da Madalena é oriundo da aldeia de Moure de Madalena, Campo da Madalena, outra freguesia de Viseu.
Grupo pertencente a uma associação social cultural local, tendo como filosofia estimular e incentivar a comunidade, em especial os mais jovens na participação e conhecimento dos usos e costumes do passado, tão importantes para a sua maturação. Boa fonte de ligação às várias faixas etárias da população, e aos diversos grupos culturais e profissionais da agremiação.

 

Inicio os dois trechos do filme com parte do troço do percurso da ciclovia no interior da aldeia, local onde se realizou o presente festejo, e outrora ocupado pelos carris do comboio.



publicado por valores-do-douro-sul às 12:12 | link do post | comentar

António José Leitão Canotilho

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