Quinta-feira, 23.10.08

 

 

O património cultural muito sui generis da nossa cultura tradicional é elemento indissociável da da nossa identidade colectiva.

 

As tradições dos cânticos, os sons, as festas, os rituais, os dialectos, que na nossa Beira Interior são tão diversificados de aldeia para aldeia, a música, a dança, a gastronomia, os jogos populares, assim como os espaços culturais com eles associados, são uma herança cultural, transmitida de geração em geração.

 

Todos estes elementos são utilizados pelos homens para sobreviverem juntos enquanto cultura ou sociedade. No entanto, são elementos culturais vulneráveis. Muitos já desapareceram e outros correm o risco de se perderem no tempo. É necessário promover as mais diversas formas culturais, no sentido de as valorizar e preservar.
A tradição vocal, é memória da comunidade, com as lendas, os contos, dos dizeres, da poesia e da literatura popular.
As típicas cantigas e cantares, ainda  se conservam no presente e memória de muitos. Todavia é importante salvaguardar a transmissão, para que a sua continuidade esteja assegurada

 

 

O filme apresentado é apenas um exemplos das tradições e artes populares, que constituem  o nosso património humano.
Compete a nós todos salvá-lo e preservá-lo, para que um dia a nossa identidade Beirã ainda se mantenha firme nas raízes culturais da população
.



publicado por valores-do-douro-sul às 20:44 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Domingo, 19.10.08

 

Quem observa a apresentação destes grupos evidencia nos seus rostos  o gosto de cantar  e a vontade de dar voz a estes agrupamentos de jovens, adultos e instrumentos musicais. 

    

 

Estes cantares que, durante séculos, animaram trabalhos, serões e cerimónias, podem sem dúvida ser recantados e apresentados como uma situação poético-musical que traz em si a marca de uma realidade musical e artística e regional.

 

Não se cantando actualmente nos trabalhos agrícolas,será de assinalar em dar continuidade e motivação a estes valores, que além do lazer e propiciarem bons espectáculos, registam e divulgam o que aínda perdura nas memórias dos mais idosos.

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Evidentemente que é antes de mais um bom acto de apropriação com a finalidade de preservar o passado e a alma da música típica portuguesa, ou seja a semente de trabalho e de todos estes grupos.

 

 

Na aldeia de Barcos, a vivência da música na sua festa em 17-08 foi francamente contagiante e exuberante, e o modo da expressividade do grupo coral foi muito autentico na espontaneidade emocional.  

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O grupo canta com a voz, e toda a gestualização do seu corpo, ocupando os instrumentos usados (principalmente a viola o tambor e o acordeon) um plano secundário.      

 

 

O renascer de Grupos de Cantares têm muito a ver com a constatação que uma grande diversidade de verdadeiros intérpretes para esta música vocal tem vindo a diminuir drasticamente.

Além do repertório específico, como o Hino da aldeia e canções típicas da localidade há também uma aproximação  a modelos de referência nacionais. 
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Muito para além da tradição dos costumes e dialéctica que uma aldeia possui, a música popular e folclórica, corresponde a um dos principais símbolos da sua  identidade e referência artística. A música é a forma superior da expressão cultural e religiosa dum povo, do seu sentir e da sua maneira de estar na vida, da sua relação com este e, essencialmente com a sua cultura religiosa.


publicado por valores-do-douro-sul às 16:04 | link do post | comentar

Domingo, 21.09.08

         

 

Nestes periodos de acentuadas modernices, continua a ser vulgarmente aceite que as populações em mutação persistente, devem sentir-se orgulhosos daquilo que é característico, que é símbolo da sua terra, do seu povo e da sua região.
Todavia, as vidas modernas vêm oferecendo, progressivamente, a aprovação dos padrões da vida citadina já com pleno alcance até às aldeias mais características do típico mundo rural.

Fenómeno natural que todavia não nos dispensará de conhecer, valorizar e cultivar algumas características mais notórias e importantes do nosso povo aldeão, já que elas revelam a nossa identidade, solidificada no legado das canções populares, nas danças e nas artes poéticas de que o Povo é, grande sábio.

Algumas destas canções são sem dúvida nativas, de apreciável dedo poético e musical, como se evidencia numa das peças deste post através do "Hino da Vila da Ponte", bastante reveladoras da simplicidade criadora do povo, capaz de produzir, a seu modo, obras perfeitas poéticas e musicais.

 

A originalidade de algumas das cantigas apresentadas são da exclusiva autoria das gentes de Vila da Ponte. Outras, como as cantadas pela D. Clarinda são tidas como pertencentes ao património geral do folclore Português.

O património humano mais antigo de Vila da Ponte tudo isto foi assimilando, variando com diversos vocábulos e variações musicais, como expressão do seu sentimento e da sua sensibilidade conforme é visível no fado cantado pela D. Clarinda Anicecto.  
            
A realidade é que é este povo beirão que, com toda a simplicidade, assume e conserva as suas canções tradicionais, transmitindo-as de geração em geração, até ao momento actual, este já mesmo, quase no limiar do dessaparecimento.

Há poucas dezenas de anos, o povo de Vila da Ponte, era conhecido pelo seu talento em apresentações teatrais, cantava as suas canções  nas segadas, nas mondas, nas vindimas, e nos dias festivos e romarias.   
 
Os intervenientes em todas estas apresentações teatrais e cantigas populares a elas se davam com espírito e coração.

Correspondia às tradições, aos divertimentos, o alívio do excesso de trabalho, a valorização da vida, e o impulso nato de invencível força da arte e animação.  

Há anos atrás ouvíamos cantar, tocar e assobiar, por toda a aldeia, e pelos caminhos circundantes, desde o Zé Augusto com o realejo, O Sr. Armandino e o Sr. Germano com os bombos, os pastores, as crianças na Praça, à mistura com o chiar dos carros de bois, dos cães a ladrar, os burros a roznar, cabras e ovelhas com o seu mémé característico e toda a passarada que, voando o pendurada nas árvores e telhados cantavam e chilreavam.

 

Era a verdadeira vida, o verdadeiro mundo rural mundo a pulular de tudo que era vida, encanto e talento.  

Será importante e urgente, tal como observei na aldeia do Vilar-Mtª Beira, Arcozelo da Torre-Mtª Beira e Barcos-Tabuaço que se criem também por cá associações que, consigam reavivar o afecto e desejo profundo de quantos ainda mantêm acesa a vivência - impossível de contar - de um folclore que é mesmo vida anímica, vida de valores e vida exemplar.

Há que avançar, porque temos uma magnífica quantidade de especificidades culturais a preservar, com infindável legado para nós os contemporâneos e próximas gerações. 



publicado por valores-do-douro-sul às 15:52 | link do post | comentar

António José Leitão Canotilho

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