Terça-feira, 30.08.11

Em anterior apresentação realizei um slide show de fotografias do Pinhão (Douro) e natureza envolvente.

Dado que houve apreciação de muitos sobre este trabalho, optei por executar uma reprodução em filme sobre vários trechos de filmagens que possuo em arquivos de gravação.

O cenário em filme retrata com mais naturalidade e movimento as naturezas e o empenho do homem na feliz moldagem civilizacional deste espaço geográfico de Portugal.

 

 



publicado por valores-do-douro-sul às 14:57 | link do post | comentar

Segunda-feira, 25.07.11

Chegou o dia 23 de Julho, e até Outubro, o Douro vive a nostalgia de décadas do século passado.

É da Régua ao Tua que circula o comboio a vapor.

São infindáveis paisagens de vinhedos muito bem acomodados pelos característicos socalcos, circunscritos por elevações montanhosas, tendo com plano de fundo o inquieto rio Douro, acalmado pelas sucessivas barragens construídas e que o tornaram navegável às embarcações turísticas.

Paisagens repletas de histórias de tempos diferentes ao ritmo do vapor.

O silêncio do vale do Douro, só quebrado pelo silvo do vento e o ruído das embarcações que por lá passam, vê-se interrompido por profundos e contínuos sibilos, mais parecendo assobios, a relembrar sinais de algumas décadas passadas.

 

É o passado a ser revivido com precisão neste novo mundo, no mesmo palco profundo, o vale do Douro.

Quem percorre a margem esquerda do Douro, entre a Régua e o Pinhão, pode acompanhar do outro lado em automóvel, o serpentear da fumaraça negra da locomotiva, subindo velozmente para a atmosfera.

Adiantando-nos à chegada do comboio ao Pinhão sentimos nos passageiros e curiosos que estão na estação, uma impaciência na chegada.

É que dentro de minutos, vai dar entrada uma enorme e potente máquina, bafejando enormes quantidades de fumo e vapor, a rebocar várias carruagens em madeira, exemplares vivos do início do século XX.

É de reconhecer a  imponênte "Maquina a Vapor" como heroica no esforço epopeico em transformar o Douro indomável e selvagem, no vale com infraestruturas de civilidade e exploração rural.

É na estação do Pinhão que este monumento vivo, afrouxa, soltando o último suspiro de energia.

Em minutos o cais de embarque é invadido por uma nuvem escura, expelida pela chaminé do comboio, uma mistura da combustão do carvão e vapor de água.

Alguns passageiros saiem para apreciar a estação ornamentada com azulejos pintados com relevos alusivos às vindimas. Figurantes vestidos a épocas festivas do século XIX, tocam cantares regionais na plataforma da estação.

 

A máquina depois de reabastecida com umas centenas de litros de água, apita.

Os passageiros votam para as carruagens, e logo depois a composição segue em direcção ao Tua.

A  força do vapor inicialmente frouxa, torna-se em poucos segundos mais audaz e potente.

E foram estas máquinas, à força da lenha e do carvão que encurtaram em tempos os cerca de 100 Km do Porto à Régua.

Em barco rabelo o percurso durava de 4 a 8 dias e com a era do vapor o tempo passou a ser de pouco mais de duas horas, com um consequente comércio a prosperar.

 

 



publicado por valores-do-douro-sul às 19:00 | link do post | comentar

Quarta-feira, 21.10.09

Retomo mais um ciclo de temas e filmes deste interior de Portugal, tão recheado de tradições, valores humanos e símbolos sociais, que identificam o perfil do Beirão, a referencia duma sociedade onde fervilha o espírito comunitário, a importância do ser humano nos vários escalões etários, o grande vulcão que brota toda a sabedoria e arte de bem viver em sociedade.

 

O filme apresentado neste post foi realizado no passado mês de Setembro na Estação do Pinhão, um espaço ferroviário muito agradável com um edifício muito bem integrado da região duriense.

Neste edifício da estação encontramos 25 paineis de azulejos a representar cenas, paisagens e tradições locais, como tema principal a vinha.

 

 

Aproveito para referenciar as palavras de Miguel Torga, meu colega, natural de Sabrosa e que caracterizou este território como:

“Um reino Maravilhoso” ficando “no cimo de Portugal”, sendo “um nunca acabar de terra grossa, fragosa, bravia”

 

O protagonista deste filme é o Grupo Coral de Barcos, Tabuaço, concelho do outro lado do Douro, grupo este, que quem o acompanhar e analizar por perto, denota um verdadeiro símbolo de um povo, duma sociedade, em que a interligação entre os vários escalões etários e sócio-culturais está bem presente, passo fundamental para "um bom ambiente das pessoas da comunidade" conforme alguém desta aldeia já mo referiu..

 


Tarde de Sábado na Estação de Caminhos de Ferro do PINHÃO
Enviado por antoniocanotilho.


publicado por valores-do-douro-sul às 19:59 | link do post | comentar

António José Leitão Canotilho

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