Segunda-feira, 16.09.13

 

 

O Vale da Ferradosa é mais uma zona vinhateira do Alto Douro situada no concelho de São João da Pesqueira.
Bem protegido dos ventos húmidos, consequência dos elevados macissos graníticos e xistosos que o circundeiam.
Assim, possui características climatericas e ecológicas muito peculiares, visualizando-se exuberante flora de carvalhos, sobreiros, azinheiras e enormes plantações de vinhedos ao longo dos socalcos e encostas.
Toda esta natureza, juntamente com as giestas, salgueiros, amieiros e outras plantas selvagens, oferecem no periodo Primaveril uma paisagem ímpar muito floreada e contrastada, digna de se apreciar (evidente no filme deste post)

Aqui é bem evidente a acção do homem, que transformou montanhas xísticas e de granito, em muros e terra cultivável ao cultivo de vinhas, resultando o requintado e desejado “vinho generoso do Douro”.
Vinhos de muita qualidade, consequência destes terrenos secos ricos em potássio, e altas temperaturas que assolam este vale depois da Primavera.

Vale a pena visitar este pequeno território do Douro, acessível por estrada, comboio ou barco 



publicado por valores-do-douro-sul às 14:44 | link do post | comentar

Sábado, 25.04.09

 Grupo Folclórico Nossa Senhora das Neves 

                         de

 Soutelo do Douro

Por todo o País, tem vindo a haver uma autêntica dizimação a muitos dos costumes e tradições populares.
Os concelhos ribeirinhos do Douro são territórios ricos no que respeita a testemunhos vivos de uma cultura que se combina com as mais ricas e variadas tradições e manifestações populares e religiosas. A cultura popular, continua a ser transmitida de geração em geração, sob a forma oral através de lendas, provérbios, cantigas e os cantares.
Em várias aldeias ainda subsistem práticas comunitárias como: as desfolhadas, a malhada do milho, as lavradas ou as vindimas, e ainda se utilizam engenhos clássicos de trabalho.   
Fundamentalmente, relacionadas com os usos e costumes vividos pelos antepassados que, foram caindo em decadência, continuam hoje a ser transmitidas e dinamizadas pelos grupos folclóricos, de cantares e associações locais.
Algumas tradições no concelho de São João da Pesqueira e que foram sobrevivendo à passagem dos séculos, foram bem apresentadas nesta feira Etnografica em 2008, e em que destaco neste post:
O Grupo Folclórico de Nossa Senhora da Neves de Soutelo do Douro.

Soutelo_do_Douro-2008
Enviado por antoniocanotilho. - videos de Arte e de animação


publicado por valores-do-douro-sul às 22:22 | link do post | comentar

Quinta-feira, 23.04.09
A educação para a saúde corresponde a um processo de transmissão de informação de índole médica para um público alvo, seja de carácter preventivo, ou até mesmo informação perante as medidas a adoptar de acordo com certas identidades clínicas.
 
Quando discuto numa apresentação em público dos riscos maléficos para a saúde, como o excesso do consumo de alcool ou tabaco através de evidências científicas, ou então a enorme importância do exercício físico para o bem estar físico e psíquico executo uma sessão de educação para a saúde. O tema apresentado na pequena peça deste post sobre os benefícios duma boa higiene oral, os cuidados a ter com os dentes e a consulta regular no Médico Dentista, ao ser divulgado por um grupo de crianças duma escola, neste caso da Escola EB de São João da Pesqueira, e com uma encenação tão atractiva para os mais pequenos, é um exemplo para nós, profissionais de saúde, em termos de estratégias a adoptar.
Uma abordagem em teatro que transmitiu a todos a essência do tema "higiene oral" e interpretada pelo grupo etário em que a sensibilização a estas boas práticas se reveste da maior importância.


publicado por valores-do-douro-sul às 21:21 | link do post | comentar

Domingo, 14.12.08

 

O Grupo de Cantares de Carrazeda de  Ansiães possui na verdade uma óptima ressonância artística e uma individualidade musical muito agradável.
Observei e gravei o seu trabalho apresentado em Junho de 2008 na Vila de São João da Pesqueira, na sua Feira Etnográfica.
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Grupo de Cantares de Carrazeda de Ansiães
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Impressiona a primeira abordagem ao observar este conjunto harmonioso de artistas Efectivamente o Grupo de Cantares de Carrazeda de Ansiães recebe os seu baptismo de inspiração nas fontes originais da tradição do território Douriense.
E assim cumpre o seu dever de reforçar o elo de ligação entre as várias gerações, recriar com cânticos, trajes e música a essência dos cantares populares da região do Douro, numa apresentação verbal atractiva e sedutora às gerações actuais.
Pena é que muita da juventude actual se sinta ainda influenciada pelo imediatismo globalizante das músicas internacionais e descontextualizadas dos nossos valores e cultura.
Provavelmente uma distracção transitória; mas talvez esta forma de actuação tão sentimental e viva, vá de encontro ao coração destas novas gerações.
Existem factores que distinguem com valor dignificante a missão deste grupo:
- a evidente dimensão regional da sua intervenção cultural
- o timbre equilibrado das vozes
-  a escolha dos temas, incidindo essencialmente sobre o rio Douro, o trabalho da vinha e os trabalhos rurais
-  a curiosa espontaneidade e alma com que interpretam as canções, com o caso das lendas do rio Douro.

Enfim, é de louvar todos aqueles que, de qualquer modo que seja, valorizem toda esta variedade de temas, contos e canções, que os antepassados cantavam no seu árduo trabalho campestre.

Os nossos jovens iram em breve entender que para além dos cantos saudosos, nostálgicos e religiosos do povo mais profundo, toda a região do Douro possui o seu património popular muito sui generis, que testemunha a força silenciosa do interior do País, tão sentidamente descrita por Miguel Torga e cantada por estes grupos de verdadeiros artistas.   
 
 Grupos como este "Grupo de Cantares de Carrazeda de  Ansiães" e o também já apresentado neste blog "Grupo Coral de Barcos – Tabuaço" enobrecem extraordinariamente a voz do povo duma região que, através da música tem conquistado terreno fértil para o seu bem estar do dia a dia, da sua solidão e interioridade, enfim, de todo o seu sofrimento.


publicado por valores-do-douro-sul às 17:41 | link do post | comentar

Sábado, 13.09.08

As festas anuais das aldeias ostentam quase sempre nos cartazes a imagem do padroeiro da terra.

Desempenha uma função antropológica muito positiva.

Corresponde a um tempo agradável e relaxante. Permite que cada um se sinta livre do stress quotidiano, tenha a boa disposição, possua tempo para os amigos, família e comunidade e podendo saborear o encanto da aldeia e seus conterrâneos.

A festa evoca boa alimentação, convívio de amigos, roupas novas e divertimentos. 
A festa anual da aldeia desempenha uma função importante no robustecimento da identidade e da vida comunitária da população. Merece, por isso, o interesse e a participação de toda a comunidade da aldeia. É o momento em que as pessoas da terra se encontram com as suas raízes, evocam as suas memórias comuns, convivem de forma simples e alegre, abrem as portas e procuram apresentar aos de fora a sua melhor imagem. Nesta época de individualismo e de estranheza mútua, temos o dever de apreciar e salvar as festas dos padroeiros como uma oportunidade de enriquecimento pessoal, social e católico.

Estas festas têm características peculiares. Neste caso, e em Riodades, S. João da Pesqueira é participadas por todos: a festa é de todos, feita por todos, vivida por todos. Mesmo quando se convidam os de fora, é para vir à "sua festa".

Revestem, por outro lado, uma dimensão solene, sagrada que leva a contemplar a dimensão transcendente da vida. Uma festa do padroeiro que não tenha uma missa festiva e uma procissão pelas ruas da aldeia, esquece a postura religiosa da festa e perde, consequentemente e seu valor e consistência. 

A nossa população dá relevo aos vários ritos religiosos, participando na missa e na procissão como o acto central de todos os elementos do programa festivo. Enfeitando as ruas e as casas para o momento é uma forma de mostrar o apreço por tais actos religiosos.

Em Riodades a festa identifica o seu povo na sua própria maneira de ser, e o espectáculo aliena todos. São homens de criatividade e imaginação e salvaguardam o verdadeiro significado da sua festa. 



publicado por valores-do-douro-sul às 13:40 | link do post | comentar

Quinta-feira, 11.09.08

A religiosidade popular é um fenómeno que tem acompanhado a vitalidade da Igreja Católica.
Representa uma diversidade de representações, gestos e atitudes, que transmitem uma relação directa com Deus: beija-se a cruz, percorre-se a Via Sacra, participa-se numa peregrinação, ajoelha-se frente a uma capela de um mártir, sobe-se com os andores ao cimo do monte onde se encontra um santo padroeiro. 

É esta religiosidade que, sob uma aparente unidade enraizada no nosso catolicismo, manifesta mais fielmente a pluralidade da nossa sociedade beirã do interior.

Por cá, as crenças populares incluem, ainda hoje, um conjunto de superstições e gestos mágicos oriundos do paganismo celta. 
 
É num contexto de assimilação das crenças e antigos ritos pagãos, que se perpetuaram ao longo dos séculos na tradição oral, que se deve buscar a origem da maior parte dos ritos e crenças que definem a nossa religiosidade popular.
Fica assim claro que muitas festividades pagãs foram cristianizadas, fazendo-as coincidir com as celebrações praticadas em épocas remotas.
As nossas festas populares, manifestações colectivas, as crenças e ritos de devoção particular são as grandes marcas da religiosidade popular cá no nosso interior.

A atenção especial aos sinais da natureza como a água, a terra, a luz, o céu fascinou desde sempre as pessoas.
A religiosidade popular, cósmica e natural, pode servir, no caso da Igreja Católica, para compreender melhor a utilização de sinais e gestos simbólicos que expressam uma componente profundamente humana e religiosa.
Por isso, tem sido sempre chamada a atenção para uma verdadeira integração entre as cerimónias da Igreja e a piedade popular, com as procissões, ladainhas e outros ritos, assumidos em forma de culto.

 



publicado por valores-do-douro-sul às 19:12 | link do post | comentar

António José Leitão Canotilho

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