Terça-feira, 24 de Outubro de 2017

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As nossa aldeias correm o risco de se extinguir pelo fenómeo da desertificação. Foi mais na década de sessenta, por que não existiam nas zonas rurais o ganha pão sustentável aos seus filhos, que partiam para a cidade e o estrangeiro na busca de trabalho e melhores condições de vida. A assim saíram em massas para longe, os que poderiam revitalizar e dinamizar estas aldeias outrora tão populosas.
Os filhos que partiram, procuravam sobreviver para possuirem a qualidade de vida do progresso, que nas aldeias não existia.
Responsável, a política do País que ignorava as aldeias, como se Portugal, apenas fosse Lisboa e as grandes cidades. 
Os encerramento de instituições, nomeadamente as escolas primárias agravou mais o fenómeno de isolamento do mundo rural. Mais um valor social que desapareceu na aldeia. Verdade foi esta:  o abandono obrigatório das várias instituições que impediriam mais uma vez o fenómeno da desertificação das nossas aldeias do interior, a  descapitalização destas nossas sociedade, retirou-lhes os serviços básicos que lhes ofereciam estabilidade; e mais fragilidades lhes provocou. Tantas famílias que se têem afastado para Vilas ou Cidades devido ao esforço dos seus filhos em se deslocar diariamente para a sede dos concelhos. 

Outros fatores que se associam a esta crise de desertificação, que é a perca doutros valores a retirar a estabilidade ao mundo rural. Em parte das aldeias não temos o nosso Pároco, o novo Padre passou a reger várias freguesias, o jovens saiem, pois não há trabalho local nesta sociedade moderna. Investimentos em infra-estruturas, não existe, a mercearia da aldeia, que tão importante é para as necessidades diárias da população, foi substituida pelos grandes supermercados das Vilas e Cidades;  as tascas e cafés regionais fecharam e então muitos, sobretudo os mais idosos ficaram isolados no seu ermo. O fenómeno recente dos Lares da terceira idade, a retirar os mais idosos os doente, os mais sábios do deu habitat... foi mais outra desgraça.
Então o que vai ser das nossa aldeias? Iram desaparecer? As raízes da nossa cultura e as referências de muitos Portugueses das Cidade? 
Sabemos que é uma questão dos políticos e governos centrais, e muito dos nossos deputados nunca nos nos souberam representar. Porém denota-se hoje muitas Juntas de Freguesia em comunhão plena com os seus conterrâneos que comungam e vivem o problema das suas aldeias e dos seus habitantes.



publicado por valores-do-douro-sul às 11:54 | link do post | comentar

António José Leitão Canotilho

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